Paira no azul do céu cinza/branco, nuvens carregadas
Um misto de leves chumaços de brancura inofensivos,
Como o lúdico algodão doce de sonhos, misturando-se
As ameaçadoras partículas de tóxicos gases, carregados
De enxofre, carbono, silício e vidro. È o céu na dualidade de
Beleza e ameaçadora feiúra, a propagar-se na atmosfera...
Leve poeira expelida do vomito de um vulcão que desperta
Enjoadiço, incomodado de seu profundo sono, fina poeira toxica em nuvens a interferir no clima,a bloquear o calor do sol e a impedir que nela se possa literalmente voar.Mas, em sua dualidade permite-se aos sonhos do contemplar,ao se deixar apreciar quando se transforma em prisma, colorindo lindamente à luminosidade do ocaso, oferecendo lindos entardeceres.Nada de extraordinário, é só a mãe natureza em sua força, poder e sabedoria a nos fazer lembrar nossa fragilidade diante de seu imensurável poder.
Lufague
Em uma amostragem estatistica de um fato social, fui um pacato trabalhador, resolvi morar eternamente no lixão, por escolha e não contingências, só minha própria decisão.
Assumi o risco sozinho, afinal bem merecia à bela vista!
Já que fui bem provido na vida de posses,resolvi exatamente por isso,só à bela vista!...
Porque tudo me foi bem esclarecido, era um lixão aterrado, aterro técnico, sem problema algum, em total consistência estrutural,sem riscos provenientes, afinal de contas, confiei inteiramente no bom senso de responsabilidade social dos políticos de minha cidade e se foram permitidas construções de moradias no lixão, é porque lá tem a mais bela vista!
Outras boas alternativas me foram oferecidas, moradias com serviço de saneamentos, pavimentações, transportes, tudo na dignidade de meus direitos,mas optei morar no lixão por uma bela vista!
Justo porque confiei na obrigação democrática de meus governantes. É certo, que lá muito sentia o cheiro de gás metano expelido do lixo em decomposição, mero detalhe logo abaixo de minha bela vista!
Por fim, lá podia contemplar a bela mãe natureza e o futuro que o destino soterraria...
Mas quem quer culpar só o destino e à natureza por tal desumana e insensível calamidade?
Lufague .